terça-feira, 6 de julho de 2021

Prefeitura de Cândido Mendes adota campanha "Julho Amarelo": o que saber sobre as principais hepatites virais

 


A Prefeitura Municipal de Cândido Mendes adota a campanha "Julho Amarelo", voltada para a conscientização das hepatites virais. Esse conjunto de doenças ataca principalmente o fígado e pode provocar consequências graves, como cirrose, câncer e morte.
Há diferentes tipos de hepatite viral: A, B, C, D e E. Cada um é provocado por um agente infeccioso diferente. Embora tenham particularidades, todas essas versões não tendem a apresentar sintomas claros no começo. Com o tempo, surge
cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura e fezes claras. A doença ainda é associada a problemas cardiovasculares, dificuldades cognitivas e até depressão.

Hepatite A

A transmissão do vírus acontece por via fecal-oral. Ou seja, através de água ou alimentos contaminados e mesmo pelo contato sexual sem preservativo. A vacina é a principal forma de prevenção.

Os sintomas costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção e, em geral, duram menos de dois meses. Após esse período, o organismo cria anticorpos que evitam uma nova infecção. O tratamento visa evitar os danos do vírus.

Hepatite B

Pode passar de mãe para filho durante a gestação ou o parto, por relação sexual sem camisinha, uso de seringas e outros materiais cortantes contaminados. Tratamentos com derivados de sangue infectado — como uma transfusão — também são uma forma de contágio. Mas, hoje, esse material é testado justamente para evitar doenças do tipo, então o risco é muito baixo.

A hepatite B não tem cura. O tratamento só freia a sua progressão. Em certos casos, os médicos recorrem ao transplante de fígado. A boa notícia: há vacina contra a hepatite B.

Hepatite C

Cerca de 20% dos casos evoluem para cirrose. O tratamento é realizado com medicamentos antivirais, que apresentam taxas de cura de mais 95%. A infecção acontece de mãe para o filho durante a gestação ou parto, ou através da amamentação. O contato com o sangue e materiais cortantes contaminados é a principal forma de transmissão. Embora não seja comum, relações sexuais desprotegidas também podem culminar na infecção.

Não há vacina para a hepatite C.

Hepatite D

Curiosamente, o vírus da hepatite D só se instala e provoca danos caso o paciente já esteja infectado com a hepatite B. Nessa situação, ele acelera a progressão da doença, aumentando o risco de cirrose e morte. As formas de transmissão são similares às da hepatite B.

Essa versão também não tem cura, mas é possível controlar o dano hepático por meio de medicamentos. Quem se imuniza contra a hepatite B fica automaticamente protegido.

Hepatite E

Ela é menos comum. Na maioria dos casos, manifesta-se em adultos jovens. Em crianças, a infecção é assintomática. Já em gestantes, apresenta maior gravidade — há risco de insuficiência hepática aguda, aborto e morte.

A hepatite E é transmitida pela via fecal-oral, por transfusão de produtos sanguíneos infectados e da mãe para o feto.

Não há um tratamento específico, a não ser em casos muito selecionados. Os médicos basicamente controlam os sintomas e as possíveis complicações, enquanto esperam o próprio organismo dar conta do vírus.

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